Constituições e Diretório Dos Padres Marianos

que fazem sem amor. Por isso, todos os dias troquem entre si a palavra da paz, segundo a piedade da Virgem, para praticarem sempre e preservarem a paz entre si, reconciliando os que disputam, a todos perdoando e sendo sempre porta-vozes da paz; igualmente, perdoem facilmente as transgressões dos outros, se querem que Deus lhes perdoe as transgressões deles (cf. Mt 6,14-15); e não vejam os pecados alheios, mas tenham sempre diante do olhar os seus próprios (cf. Mt 7,1-5), visto que essa é a condição do verdadeiro amor ao próximo e da humildade. Por isso, a pessoa instituída na obediência seja solícita, e nem os seus olhos se fechem para o descanso se antes não reconciliar os que disputam ou que se odeiam, ou que desrespeitam os outros ou falam mal deles, porquanto muitos pereceram em razão da língua maledicente. Finalmente, tanto maior e mais abundante seja a compaixão diante dos doentes, aos quais as pessoas sãs devem servir como elas mesmas no caso da sua doença gostariam de prudentemente ser servidas e tratadas (cf. Mt 7,12), e ponderem que as virtudes são irmãs e, além disso, que não devem expulsar de casa a irmã do amor. CAPÍTULO X A virtude da dor ou da compaixão é mencionada no Evangelho em décimo lugar; virtude que deveis possuir e segundo ela de tríplice forma a Virgem imitar. Maria Virgem sempre foi dolorosíssima e cheia de compaixão para com a morte do Filho e, para ser agradável a Deus pela compaixão do Filho, a respeito das seguintes coisas pensava, as seguintes coisas dizia e fazia. Porquanto com frequência ponderava em espírito as palavras de Simeão: “Uma espada traspassará a tua alma!” (Lc 2,35). Esteve junto à cruz do Filho agonizante (cf. Jo 19,25), muitas vezes meditava as Suas chagas e continuamente visitava os lugares da [Sua] Paixão. Anexo 324

RkJQdWJsaXNoZXIy MjI2Mw==