Ad Honorem Immaculatae Conceptionis Mariae

85 nada como propriedade privada, mas que tudo considerarei como proprie- dade comum. 4. Confesso que creio em tudo em que crê a santa Igreja Romana e no que no futuro apresentar para a crença, e de maneira especial confesso que a Santíssima Mãe de Deus Maria foi concebida sem a mácula original, e prometo que difundirei a Sua honra e que a defenderei, mesmo que seja à custa da minha própria vida, para o que peço a ajuda de Deus e deste Seu Santo Evangelho. 5. Em Kazimierz, nos arredores de Cracóvia, na residência dos Padres Pobres da Mãe de Deus, na presença do mui Venerável Frei Miguel da Vi- sitação, Vice-Provincial da Província Polonesa, pertencente à Ordem do Frei José da Mãe de Deus, Presidente da mencionada residência, e dos Ve- neráveis Clérigos de ordens menores − Casimiro dos Anjos e Bernardo da Paixão do Senhor, no dia 11 de dezembro de 1670. DOUTRINA DA IGREJA Da Exortação Apostólica Vita Consecrata do papa João Paulo II (n. 30 − parte) Na tradição da Igreja, a profissão religiosa é considerada como um sin- gular e fecundo aprofundamento da consagração baptismal , visto que nela a união íntima com Cristo, já inaugurada no Baptismo, evolui para o dom de uma conformação expressa e realizada mais perfeitamente, através da profissão dos conselhos evangélicos. Todavia esta nova consagração reveste uma sua peculiaridade relativa- mente à primeira, da qual não é uma consequência necessária. Na verdade, todo aquele que foi regenerado em Cristo é chamado a viver, pela força que lhe vem do dom do Espírito, a castidade própria do seu estado de vida, a obediência a Deus e à Igreja, e um razoável desapego dos bens materiais, porque todos são chamados à santidade, que consiste na perfeição da ca- ridade. Mas o Baptismo, por si mesmo, não comporta o chamamento ao celibato ou à virgindade, a renúncia à posse dos bens, e a obediência a um superior, na forma exigida pelos conselhos evangélicos. Portanto, a profis- são destes últimos supõe um dom particular de Deus não concedido a to- dos, como Jesus mesmo sublinha no caso do celibato voluntário (cf. Mt 19, 10-12). A este chamamento especial corresponde, de resto, um dom específico do Espírito Santo , para que a pessoa consagrada possa responder à sua vo-

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