Ad Honorem Immaculatae Conceptionis Mariae

63 ao resto de sua descendência, aos que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus”. A mentalidade do mundo de hoje, a cuja pressão estamos sujeitos, quer eliminar a existência pessoal do espírito mau. Além disso, de vez em quan- do surgem até opiniões de influentes personalidades da Igreja que afirmam coisa semelhante. No entanto a Palavra de Deus é inequívoca e, ao chamar a nossa atenção para a existência pessoal do Mal, estimula-nos a encetar uma luta espiritual pela fidelidade a Jesus e ao Seu Evangelho, a rejeitar o pecado e a assumir o esforço pela busca da santidade. Mas ao mesmo tempo temos de nos lembrar de que a nossa santidade não tem um caráter “neutro”, mas, se tiver que ser autêntica, ela tem que ser mariana, isto é, fiel ao nosso carisma, concordante com a nossa espiritualidade, com o estilo da nossa vida e do nosso ministério. Ou seja, com tudo aquilo que está defini- do nas nossas Constituições. Por isso é tão importante essa nossa luta co- munitária pela fidelidade à nossa identidade mariana. Porque, se na Igreja todos são convocados à santidade, nós somos convocados a uma “santidade mariana”, não a uma santidade qualquer. É nessa perspectiva “mariana” que devemos também perceber a nossa luta espiritual, que ninguém tem condi- ções de evitar, visto que se trata do caminho de Jesus e da Igreja. Perguntas para reflexão ou partilha na comunidade 1. Em que categorias percebo as lutas da Igreja, e nela as da minha Con- gregação, pela fidelidade a Cristo, ao Evangelho e ao nosso próprio ca- risma? 2. Que tipo de consciência tenho da necessidade da luta espiritual nos meus embates pela santidade própria da minha vocação?

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