Ad Honorem Immaculatae Conceptionis Mariae
62 REFLEXÃO Conhecendo a história da nossa comunidade religiosa, sabemos de que grande luta têm sido assinalados os seus primórdios, quantas adversidades e dificuldades teve que superar o nosso Pai Estanislau para permanecer fiel àquela ação do Espírito Santo que tinha por objetivo a fundação de um novo instituto. Basta lembrar os primeiros anos, quando após a morte do protetor dos marianos, do bispo Estêvão Wierzbowski, o seu sucessor pre- tendia inicialmente abolir inteiramente a recém-surgida comunidade dos marianos. Da mesma forma, parecia intransponível a fundação da nossa Congregação com base nas primeiras constituições dos marianos intitu- ladas Norma vitae , ainda que naquele mesmo período, após o Concílio de Trento, tivesse surgido um número significativo de ordens semelhantes: sem uma regra, com base apenas nas próprias constituições. Lembremos apenas as mais importantes, que o Pai Estanislau conheceu pessoalmente, como os Jesuítas e os Escolápios, com base nos quais queria fundar um instituto semelhante a eles. Somente no nosso caso, como se verificou, a aprovação pontif ícia realizou-se pela aceitação de uma regra que nos era estranha. Sabemos igualmente que nos primeiros anos após a morte do Fundador a Congregação passou por uma pesada luta espiritual pela fi- delidade ao carisma e ao seu caráter próprio. Chamamos esse período de dispersão de Rostkov. No entanto, as lutas espirituais mais críticas da nossa Congregação deviam ocorrer e surgiram na segunda metade do século XIX e no início do século XX. Do ponto de vista espiritual, pode-se dizer que o inimigo da nossa salvação queria a todo custo destruir a nossa comuni- dade e levá-la à morte. “Pois não é contra homens de carne e sangue que temos de lutar, mas contra os principados e potestades, contra os príncipes deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal (espalhadas) nos ares” (Ef 6,12) − como nos admoesta S. Paulo na Carta aos Efésios. A luta espiritual não é apenas uma das dimensões do caminho de fé pes- soal e individual do ser humano singular. Às vezes nós a reduzimos a ques- tões particulares, profundamente interiores e relacionadas com a busca individual da santidade. No entanto toda a Igreja, como comunidade de crentes, é atacada pelo mal pessoal, chamado diabo ou satanás, juntamente com os seus demônios. Da mesma forma que Jesus foi submetido à tenta- ção do demônio, também a Igreja tem que passar pelo mesmo caminho. E dentro da Igreja nós, como comunidade religiosa, e cada um de nós indi- vidualmente. São eloquentes a esse respeito as palavras do Apocalipse (Ap 12,17): “Este (o Dragão), então, se irritou contra a Mulher e foi fazer guerra
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