Ad Honorem Immaculatae Conceptionis Mariae
52 gemem, aos tentados, aos aflitos Tu consolas, fortaleces, apoias, levantas. És para todos bondosa, para todos doce. Oxalá eu pudesse expressar que és doce da forma como entendo que és doce! Da Tua doçura usufrui, ex- perimenta seu sabor, dela tira proveito todo o mundo cristão, embora não tenha condições de expressá-lo. Portanto, ó bondosa, ó piedosa, ó doce Virgem! Mostra-nos Jesus, bendito fruto do Teu ventre, hoje a nós favorá- vel e amoroso na hora da morte”. Em consequência disso, desde o início da Congregação, tanto no seu carisma como na sua herança transmitida de geração em geração, encon- tramos extraordinários exemplos de um relacionamento filial com a Ima- culada Mãe de Jesus, a fim de recorrer à Sua intercessão e imitar as Suas virtudes. O primeiro biógrafo do Pai Fundador, Leporini, relata que após a morte S. Estanislau apareceu em sonho a diversos irmãos, “a uns estimu- lava à concórdia e à unanimidade, a outros, à emenda de vida e à observân- cia da Santa Regra, a servirem em tudo à comunidade, como ele mesmo foi o primeiro a fazê-lo. Ao Frei José de Todos os Santos, o seu primeiro sa- cerdote na ordem, apareceu durante um sonho antes do nascer do sol, for- necendo-lhe para a recitação pelos irmãos, no coro, após as horas canôni- cas, esta breve oração: ‘Santa Maria e inconcebível Virgem Mãe de Deus, intercedei por nós’” (Leporini, 89). Por sua vez o Servo de Deus Casimiro Wyszy ń ski, na carta circular do dia 8 de setembro de 1738 chama Maria de “nossa Fundadora”. Talvez ele estivesse aludindo dessa forma a uma frase do II Testamento do Pai Fundador, no qual ele assim escreve: “Como seu indigno superior, recomendo pelos séculos esta pequenina Congregação a meu Senhor Jesus Cristo, e com a máxima piedade a recomendo pelos sé- culos à seletíssima Virgem, Sua Mãe Maria, como os verdadeiros e únicos Fundadores, Diretores, Protetores e Patronos desta pequenina Congrega- ção da Imaculada Conceição, Intercessora dos Falecidos”. Igualmente na vida do Beato Jorge Matulewicz vemos um gradual amadurecimento na relação com a Imaculada Mãe do Senhor. Em um dos registros do seu Diá- rio espiritual (n. 31), escreveu ele: “Graças Vos dou, Senhor, pelos especiais sentimentos de amor a mim concedidos em relação à Imaculada Conceição da Santíssima Virgem Maria. Antigamente eu tinha dificuldades com essa oração, mas agora, como é doce rezar, caído a Seus pés, e mergulhar em oração!”. Tanto toda a comunidade como cada um de nós pessoalmente cresce no relacionamento comMaria Imaculada, nossa Mãe e Padroeira. Durante o último Capítulo Geral expressamos essa nossa consciência a respeito de quem é Ela para nós e como nós nos reconhecemos no relacionamento com
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