Ad Honorem Immaculatae Conceptionis Mariae
51 para toda a Igreja, é-o, com mais razão, para as pessoas e comunidades consagradas dentro da Igreja. Cada religioso está convidado a «reavivar (sua) consagração religiosa segundo o modelo da consagração da própria Mãe de Deus». O religioso encontra Maria não só a título de modelo, mas também a tí- tulo materno. «Ela é a Mãe dos religiosos, porque é a Mãe daquele que foi consagrado e enviado pelo Pai. A vida religiosa encontra em seu “fiat” e em seu “Magnificat” a totalidade de seu abandono à ação consecratória de Deus e o estremecimento de gozo que dela nasce». REFLEXÃO O lugar da Imaculada Mãe do Senhor em nossa comunidade religiosa é especial e excepcional. Já no próprio nome da Congregação por duas ve- zes é utilizada a alusão a Ela. A Congregação dos Padres Marianos é a pri- meira alusão a Maria e ao mesmo tempo a definição do nosso perfil espi- ritual, com uma nítida referência a Ela. A outra alusão diz respeito à graça especial e ao mesmo tempo ao privilégio da Mãe de Jesus: a Sua Imaculada Conceição. Tal situação coloca-nos num relacionamento especial diante de Maria. Primeiramente como Seus filhos espirituais, trazendo − podemos dizer que da mesma forma que uma criança da parte da Mãe − o Seu nome. Além disso, somos um sinal do Seu relacionamento especial e sempre re- pleto de amor comDeus, bem como da sua liberdade de qualquer contami- nação pelo pecado. Isso, em resumo, é a Sua Imaculada Conceição. Encontramos o caráter excepcional do relacionamento com a Imacula- da Mãe de Deus sobretudo em muitas situações da vida do nosso Pai Esta- nislau e em seus escritos. O seu biógrafo expressou isso numa única frase sintética: “A própria Maria tem mostrado e até agora mostra que o Vene- rável Servo de Deus Frei Estanislau de Jesus Maria por toda a vida esteve envolvido da Sua proteção”. O próprio Pai Fundador, em muitos escritos, expressa uma postura cheia do enlevo da fé diante do Seu especial relacio- namento com Deus, admira as Suas virtudes e estimula a que A imitemos. Sobretudo, porém, quer despertar a confiança em Sua maternal presença na vida de quem crê. Bela é sobretudo a sua oração em forma de paráfrase da oração Salve Regina: “Oh, realmente doce és Virgem Maria! Porquan- to quem alguma vez, repleto de amargura, recorreu a Ti e afastou-se sem o mais doce consolo? Quem, cheio de aflição, aproximou-se de Ti e ime- diatamente não foi fortalecido? Quem, atormentado por amargas tenta- ções, não experimentou em Teus braços a doçura? Aos oprimidos, aos que
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