Ad Honorem Immaculatae Conceptionis Mariae

43 citado. O Venerável Servo de Deus escreve que “esta última Congregação é altamente proveitosa às almas do purgatório”. A ajuda aos falecidos tem para ele um significado fundamental, e nela percebe a nossa especificidade. No entanto, um traço não menos importante é para ele o caráter mariano da Congregação. Por essa razão, para as necessidades dos fiéis e também da sua própria Ordem popularizou o livro do jesuíta Francisco Arias Estrela matutina . Na introdução ele mesmo escreveu que “a mais eficaz devoção à Santíssima Virgem consiste na imitação das Suas virtudes, que nos são transmitidas no Evangelho”. Sabemos que têm chamado a atenção a outros traços específicos outros predecessores nossos no caminho da vocação mariana: o grande reforma- dor da Congregação Raimundo Nowicki; o Beato Jorge Matulaitis, Reno- vador da nossa comunidade religiosa; o superior geral Francisco Buczys, o primeiro companheiro do Renovador; e muitos outros. Pode-se dizer que, apesar da ênfase dada a diversos traços específicos do nosso carisma, o mais importante é o que escreve S. Pedro na sua Primeira Carta: “Vós, porém, sois uma raça escolhida, um sacerdócio régio, uma nação santa, um povo adquirido para Deus, a fim de que publiqueis as virtudes daquele que das trevas vos chamou à sua luz maravilhosa.” (1Pd 2,9). A nossa Con- gregação, fiel ao seu carisma, possui um lugar definido na comunidade da Igreja e contribui para a sua edificação somente quando comunitariamente dá o testemunho da alcançada misericórdia de Deus (cf. 1Pd 2,10). E o ca- risma, que é um dom do Espírito Santo para a edificação da Igreja, antes de conduzir a formas definidas de atividade apostólica, transforma os co- rações dos religiosos, de tal forma que a vida deles seja primeiramente um testemunho de fé, e o ministério se torne uma transmissão do poder e do Espírito; que primeiramente nós mesmos busquemos a santidade, atraindo a ela os outros. Porquanto o objetivo derradeiro de todo carisma, inclusive do nosso, é “a santificação e o apostolado” (cf. Mutuae Relationes , n. 11). Tudo isso − no nosso caso − na escola de Maria. Perguntas para reflexão ou partilha na comunidade: 1. Como percebo a minha Congregação no contexto de toda a Igreja e das outras comunidades de vida consagrada? 2. De que forma procuro continuamente aprofundar a consciência da mi- nha identidade e da identidade da minha Congregação no seio da Igreja?

RkJQdWJsaXNoZXIy MjI2Mw==