Ad Honorem Immaculatae Conceptionis Mariae
36 Na mais antiga biografia do Padre Fundador, redigida por volta de 1705 pelo Frei Mansueto Leporini OFM, lemos que o Pe. Papczy ń ski, “obe- diente à voz de Deus e às Suas admiráveis disposições, mudou a sua primitiva vocação com a permissão do Vigário de Cristo, Clemente X, e do superior geral. [...] No dia 11 de dezembro do Ano do Senhor 1670 foi dispensado dos votos simples e do juramente de perseverança pelo Frei Miguel da Visitação. Naquele mesmo momento fez a Deus e a Sua Mãe um novo juramento ( Oblatio ) na sua Congregação”. O breve do papa Inocêncio XII “ Ex debito pastoralis o ffi cii ”, de 10 de março de 1786, que aprovou a Ordem dos marianos, resume o relato sobre os primórdios dos marianos nas seguintes palavras: “No ano 1670 a Ordem, ou seja, a Congregação acima [...] foi instituída pelo servo de Deus Estanislau Papczy ń ski, aprovada pelo então núncio apostólico e a seguir agregada à Ordem dos Irmãos Menores de S. Francisco”. A declaração restitui a convicção desde o início existente na Congrega- ção de que a fundação ( fundatio ) da Congregação foi realizada pela Obla- tio de S. Estanislau. Trata-se, portanto, de aceitar novamente a primitiva consciência da Congregação, e não a sua recriação. A aprovação realizada no dia 24 de outubro de 1673 pelo bispo Ś wi ę cicki é antes uma aprovação ( approbatio ) da Congregação do que a sua fundação ( fundatio ), e assim deve ser apresentada. DOUTRINA DA IGREJA Da Exortação Apostólica de João Paulo II intitulada Vita Consecra- ta (VC 1): 1. A vida consagrada, profundamente arreigada nos exemplos e ensi- namentos de Cristo Senhor, é um dom de Deus Pai à sua Igreja, por meio do Espírito. Através da profissão dos conselhos evangélicos, os traços ca- racterísticos de Jesus — virgem, pobre e obediente — adquirem uma típica e permanente «visibilidade» no meio do mundo , e o olhar dos fiéis é atraído para aquele mistério do Reino de Deus que já actua na história, mas aguar- da a sua plena realização nos céus. Ao longo dos séculos, nunca faltaram homens e mulheres que, dóceis ao chamamento do Pai e à moção do Espírito, escolheram este caminho de es- pecial seguimento de Cristo, para se dedicarem a Ele de coração «indiviso» (cf. 1 Cor 7,34). Também eles deixaram tudo, como os Apóstolos, para estar com Cristo e colocar-se, como Ele, ao serviço de Deus e dos irmãos. Con-
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