Ad Honorem Immaculatae Conceptionis Mariae

31 missões, mesmo se humanamente podem parecer arriscadas. Com efei- to, no “código genético” da vossa comunidade encontra-se o que o pró- prio Santo Estanislau afirmava a partir da sua experiência: «Não obstante as inúmeras dificuldades, a bondade e a sabedoria divinas iniciam e reali- zam o que quiserem, até quando os meios, segundo o julgamento humano, são inadequados. Com efeito, nada é impossível ao Omnipotente. Isto foi demonstrado em relação a mim de forma muito clara» ( Fundatio Domus Recollectionis , 1). E esta atitude — que deriva da pequenez dos meios, tam- bém da nossa pequenez, inclusive da nossa indignidade, sendo pecadores, provém dali, mas temos um horizonte grande — [esta atitude] é precisa- mente o ato de fé no poder do Senhor: o Senhor pode, o Senhor é capaz. E a nossa pequenez é exatamente a semente, a semente pequenina, que depois brota, cresce, o Senhor irriga-a, e assim vai em frente. Mas o senti- mento de pequenez é precisamente o primeiro impulso rumo à confiança no poder de Deus. Ide, ide em frente por este caminho. À vossa Mãe e Padroeira, Maria Imaculada, confio o vosso caminho de fé e de crescimento, na união constante com Cristo e com o seu Espírito Santo, que vos torna testemunhas do poder da Ressurreição. A vós aqui presentes, a toda a Congregação e aos vossos colaboradores leigos concedo de coração a Bênção Apostólica. REFLEXÃO Toda comunidade religiosa nasce da obediência de fé do seu Fundador. Em sua vocação fundadora encontra-se uma experiência de Deus que se assemelha à vocação de Abraão, pai da nossa fé. Isso é claramente visível na experiência de fé do nosso Pai Santo Estanislau de Jesus e Maria. Para fundar a Congregação dos Padres Marianos, ele teve de sair da terra pá- tria , da comunidade religiosa precedente: abandonar a Congregação dos Escolápios. Como ele mesmo confessou numa das cartas escritas nesse pe- ríodo da sua vida, a comunidade precedente foi para ele “aquela diletíssima Sociedade dos Pobres de Nossa Senhora”, e a sua vocação escolápia era por ele “altamente apreciada”, com a crença de que havia sido “estimulada pelo próprio Deus” (cf. Fundatio Domus Recollectionis , 2). Dessa forma a sua fidelidade a Deus e à própria consciência tornou-se o fundamento da nova vocação. Quatro anos após o nascimento para o céu do nosso Pai Santo Estanislau, Leporini escreveu em sua biografia estas palavras significativas: “Vendo a paciência [do Frei Estanislau] e os trabalhos empreendidos para a glória de Deus e da Sua Bondosíssima Mãe, o misericordioso Senhor

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