81 te Santíssimo sacrif ício, os suspiros que brotavam do fundo da alma vinham acompanhados de lágrimas de alegria, de gratidão e de profunda emoção. Involuntariamente, acumulavam-se diversos pensamentos; eu pensava na minha indignidade e indolência no serviço divino, porquanto comparava o incansável entusiasmo aqueles dedicados varões ungidos do espírito de Deus, daqueles mártires voluntários, missionários católicos, que muitas vezes num santuário semelhante, da mesma forma que eu então, apresentavam preces e sacrif ícios ao trono de Deus. Oh, como eu me encontrava distante deles!... Eles pobres como Cristo, como os Apóstolos, e eu o contrário, porque tinha tudo ao meu serviço; eles repletos de zelo e dedicação, e eu – infelizmente! – percebia em mim muito pouco desses santos sentimentos; eles se expunham ao desconforto e a diversos tipos de perigo, a cada passo do seu apostolado, e a mim nada disso ameaçava, ao menos da parte das pessoas. Meu Deus! Meu Deus! Tornai-me um digno imitador deles, inflamai o meu coração de amor para Convosco e para com as pessoas, meus irmãos. Reflexão 1. As palavras do querigma que o Apóstolo Paulo registrou na Primeira Carta aos Coríntios permanecem atuais em todo tempo e em todo lugar. Elas constituem o âmago do Evangelho, que a Igreja deve anunciar em todo tempo e em todo lugar. O ensinamento do Apóstolo Paulo descreve o Mistério Pascal de Cristo (Paschale Mysterium Christi) – fonte de uma nova vida para a comunidade dos crentes. A Páscoa de Cristo: a paixão, a morte, a ressurreição e a transmissão (traditio) do Espírito Santo (cf. Jo 20,22) – é o caminho pascal que a Igreja atualiza nos santos sacramentos. Mas essa atualização na dimensão pastoral não é simples. Muitas vezes ela exige do pastor de almas a coragem e a perseverança para fielmente trilhar o caminho pascal do Cristo crucificado e ressuscitado. 2. Encontramos um exemplo de perseverante e fiel caminhada pelo caminho pascal de Cristo na vida e no ministério pastoral do mariano Padre Cristóvão Maria Szwernicki (1814-1894), especialmente na sua missão pascal na Sibéria (a partir de 1852).
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