39 da Ordem matriz, mas também da parte de outras pessoas da Igreja, magnatas e diversas personalidades de influência, bandoleiros comuns, bem como de toda sorte de criminosos. Nisso deveriam ser vistos os primeiros sintomas da dimensão pascal dos empenhos e da missão que o Pe. Casimiro teve de enfrentar e que se relacionam com o sofrimento, a mortificação, uma postura bastante desconfortável para aquele que conscientemente e em obediência à vontade de Deus empreende o caminho de Cristo, do Cordeiro Pascal, que passa pelo sofrimento e pela morte em direção a uma vida nova no próprio Deus. Ele também fazia questão de que desde o início essa nova missão se baseasse num sólido fundamento humano, e por isso pedia ao então superior geral que destinasse para aquela missão dois coirmãos, sacerdotes humildes e que fossem pessoas de bons costumes. Mais ainda, o Pe. Wyszyński se esforça por preparar o ambiente dos marianos para uma compreensão mais profunda do ideal missionário e do engajamento em prol dele. Diz até que dois projetos – o processo e a missão em Portugal – deviam ser por nós assumidos o mais rapidamente possível, como sendo os mais importantes e os mais piedosos – como registra em seu Diário. No entanto, a única motivação para o empreendimento da missão era a anunciação do Mistério da Imaculada Conceição da Santíssima Virgem Maria através da promoção da ordem mariana. Qual não foi a sua decepção quando, após as dificuldades dos vários meses de viagem até Portugal, tendo desembarcado em Lisboa, rapidamente se verificou que o convite para a missão até aquele país era uma grande mistificação, apoiada além disso pelas correntes políticas da época, cujo idealizador havia sido Sebastião José de Carvalho e Melo, o Marquês de Pombal, um influente político e primeiro-ministro daquele reino nos anos 1750-1777, que buscava a reforma do Estado no espírito do absolutismo iluminista e dos ideais maçônicos, hostis à Igreja e às ordens religiosas. A verdade se mostrou extremamente brutal, e foi dif ícil entrar em contato com um tal Pe. Salazar, que pretensamente estava convidando os marianos a Portugal. Nem o rei nem qualquer outro funcionário real importante tinham o propósito de estabelecer a Ordem no território português. O despojamento do Pe. Casimiro das ilusões, o sentimento de ter sido enganado, privado da autoridade por força da qual estava mobilizando os marianos à coragem de assumir
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