Documenta_Capituli_Generalis_2023_Rome

121 Como se chegou à tomada dessas decisões pelo Capítulo? No portal www.padrimariani.org encontram-se diversos materiais a respeito da história do hábito branco na nossa Congregação. Sintetizando, após a vestidura do hábito pelo nosso Pai Fundador em 1671 ele foi utilizado por todos os que ingressavam na Congregação, até o ano 1909, ou seja, por 238 anos. Para o nosso Santo Fundador, ele era um símbolo da Imaculada Conceição e o determinante fundamental da nossa identidade. O Beato Jorge, juntamente com dois outros candidatos, quis vestir esse hábito e ingressar na Congregação. Mas, visto que isso não foi permitido pelas autoridades civis, foi obrigado a ingressar nela clandestinamente (Pedido do Pe. Jorge Matulewicz ao Superior Geral Vicente Sękowski para ser aceito na Congregação juntamente com seus amigos, São Petersburgo, 8/9 de setembro de 1908). Em razão da perseguição das comunidades religiosas naquele tempo, o Papa S. Pio X apoiava muito as comunidades religiosas sem hábito. Quase em todos os capítulos gerais, desde 1924, tem sido discutida a possibilidade da volta ao hábito. Durante a sua vida, o Beato Jorge considerou a volta ao hábito como injustificável. No entanto escreveu certa vez que devemos ter um único objetivo, isto é, a renovação de tudo em Cristo. “Com esse objetivo devemos utilizar-nos de todos os meios honestos: do traje dos sacerdotes ou – caso seja melhor – do hábito religioso ou – se for mais adequado – do vestuário civil” (Diário, 27 de outubro de 1910). Atualmente a Santa Sé mantém a posição de que o mundo necessita do testemunho dos religiosos a respeito da sua consagração. Em Vita consecrata, São João Paulo II recomenda vivamente que os religiosos utilizem o seu hábito apropriado. Há cem anos o Beato Jorge nos estimulava a acompanhar o espírito dos tempos. Procuramos fazer isso durante o Capítulo Geral. Numa das sessões plenárias o Superior Geral anterior, Pe. Andrzej Pakuła, disse que sentiu um impulso interior para solucionar a questão do hábito durante o seu mandato. Ele rezava para encontrar uma solução, e esse insistente estímulo não o abandonava. Por isso, por duas vezes apresentou à Santa Sé, inclusive ao prefeito do Dicastério, Cardeal João Braz de Aviz, a mesma proposta que foi aceita sem quaisquer mudanças pelo Capítulo Geral e finalmente aprovada pela Santa Sé. Os especialistas consultados do Dicastério dos Institutos de Vida Consagrada e Associações de Vida Apostólica disseram até que ficariam surpresos se tal proposta não fosse aceita pelo Capítulo. Eles recomendaram ao mesmo tempo que o hábito fosse entregue por

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