Documenta_Capituli_Generalis_2023_Rome

111 um papel muito importante na vida das congregações religiosas, porquanto constituem uma espécie de marcos miliários em sua história, aprofundam a visão do carisma de uma determinada congregação e a sua missão na Igreja e no mundo. Durante todo capítulo geral o Senhor vos apresenta, como congregação e como seus membros em particular, a mesma pergunta que outrora fez a Adão no paraíso: “Onde estás?” (Gn 39), isto é: qual é o teu estado de espírito, qual é a tua fidelidade ao carisma do qual a congregação brotou e continuamente renasce?... Daí a pergunta: “Onde estás?”... Essa pergunta vai voltar com frequência no decorrer do vosso capítulo... Mas o atual Capítulo Geral tem um caráter excepcional, visto que se realiza no contexto dos 350 anos da vossa Congregação. Voltais com emoção àquele 11 de dezembro de 1670, quando S. Estanislau de Jesus e Maria Papczyński realizou o ato da oblação, ou seja, da total entrega a Cristo e à Imaculada no âmbito da nova congregação que com esse ato ele de fato fundou. Assim age o Espírito Santo, que muitas vezes nos surpreende, escolhendo o método do grão de mostarda, a menor dentre as sementes, e que tem o poder de se transformar numa árvore imponente. Confirma isso a vossa história – e a história de tantas outras congregações religiosas! Com razão, portanto, reconhecestes esse ato da oblação e a data de 11 de dezembro de 1670 como a data do surgimento da vossa Congregação. Estais vivenciando, portanto, como Congregação, um especial kairós, isto é,o tempo da graça do Jubileu dos 350 anos. Nesse tempo da graça jubilar inscreve-se o vosso Capítulo Geral... E aqui surge a pergunta: como vivenciar este kairós jubilar, para não o desperdiçar?... 2. S. João Paulo II, por ocasião do grande Jubileu do Ano 2000, ensinounos como vivenciar na Igreja todos os jubileus (cf. Novo millenio ineunte, n. 1). Ao vivenciarmosum jubileu, não podemos deter-nos na superfície, mas devemos nos aprofundar, e isso exige um esforço espiritual. Dizia o papa que a graça do jubileu pressupõe – em primeiro lugar – uma grata memória dos primórdios, do caminho percorrido. A seguir exige paixão e engajamento no momento atual. E, finalmente, disse que essa graça faz brotar uma nova esperança no olhar para o futuro. Portanto, um jubileu da congregação apropriadamente vivenciado é sobretudo a grata memória dos primórdios e do caminho percorrido... E tendes por que agradecer! Passados 350 anos, vós vos debruçais com

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