Oh, a quantos a ociosidade e o alcoolismo conduziram à perdição! A quantos a companhia mundana, as intimidades, as cartas e os presentes conduziram à condenação! A quantas consciências o rosto pintado e o cântico conduziram ao mal! Feliz a alma que com o coração, a boca e a ação pode dizer: Jesus, meu Amor! Jesus, Esposo meu! Jesus, meu Deus e meu tudo! Oh, quão imponente e extenso reino alcançará na vida futura a alma que neste mundo se fechou para Cristo num convento, principalmente se observou não apenas a clausura como lugar, mas também a clausura própria do coração, isto é, não permitindo que nada de vão entrasse pela janela dos sentidos, e pelo sentimento, com o coração não saindo para o exterior, mas nessas clausuras somente a Jesus Cristo de todo o coração amou e unicamente n’Ele buscou satisfação e consolo! CAPÍTULO II A virtude da prudência da Virgem é mencionada no Evangelho em segundo lugar; virtude que deveis possuir e segundo ela a Virgem de tríplice forma imitar. A Virgem Maria foi sempre a prudentíssima e em razão da Sua prudência, para ser agradável a Cristo, pensava nas coisas seguintes, dizia e fazia as coisas seguintes. Porque “começou a pensar qual seria o significado da saudação” (Lc 1,29) e “guardava todas estas coisas, meditando-as no seu coração” (Lc 2,19; cf. Lc 2,51) e, além disso, fugiu para o Egito (cf. Mt 2,13-14) para salvar o Filho e não voltou de lá a não ser após a morte de Herodes (cf. Mt 2,19-21); finalmente, passou ao largo da localidade onde se encontrava Arquelau (cf. Mt 2,22). Segundo o modelo e a imitação da Virgem, as almas consagradas a Deus, para serem agradáveis a Cristo e à Virgem, não devem falar levianamente, mas devem ser avessas a falar e devem previamente analisar no coração o que deve ser dito Anexo 312
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