CAPÍTULO V FONTES DA VIDA ESPIRITUAL Espírito de oração 66Os coirmãos antes de tudo procurem e amem a Deus, que primeiro nos amou, e em todas as circunstâncias cultivem a vida escondida com Cristo em Deus, donde emana e se estimula o amor ao próximo, para a salvação do mundo e edificação da Igreja. Ainda que a caridade seja um dom de Deus, contudo é obtida e conservada pela assídua oração e mortificação. Por isso os coirmãos cultivem com contínuo empenho o espírito de oração e a oração mesma, haurindo-a das genuínas fontes da espiritualidade cristã. 1Jo 4,10; Col 3,3; PC 6; NV II, 1 Leitura da Bíblia 67 Desejosos de viver segundo a forma do Evangelho em primeiro lugar, todos os dias, tenham nas mãos a Sagrada Escritura, de cuja leitura e meditação aprendam a “excelência do conhecimento de Jesus Cristo” (Fl 3,8). Lembrem-se os coirmãos que a oração deve acompanhar a leitura da Sagrada Escritura, para que se estabeleça um colóquio entre Deus e o homem; pois falamos a Ele quando rezamos, e a Ele escutamos quando lemos a Palavra de Deus. DV 25; PC 6 Sagrada liturgia 68 Os coirmãos amem de todo o coração a sagrada liturgia, pela qual Deus é perfeitamente glorificado e os homens santificados; com seu espírito impregnem toda a sua vida interior. Na sagrada liturgia pois, Cristo está presente; com seu poder e sua palavra, como prometeu quando disse: “Onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, ali estou eu no meio deles” (Mt 18,20). A liturgia é também o cume para o qual tende a ação apostólica da Igreja e é, ao mesmo tempo, a fonte donde emana toda a sua força. (D 32-34) SC 7, 10, 17 Vida consagrada 107
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