Ad Honorem Immaculatae Conceptionis Mariae
70 da SVM, após ter menosprezado tudo isso e também não admitido a voltar ao instituto das Escolas Pias, impelia-me ao meu objetivo. 7. Por isso me dirigi novamente ao digníssimo Padre Estêvão Wier- zbowski, bispo de Pozna ń , em cuja diocese me encontrava, e facilmente obtive dele a autorização para vestir o novo hábito, porquanto é ele um varão honesto e digno, e muito fervoroso na multiplicação da glória divina. Por isso, tendo deixado de lado o cargo junto ao bispo de P ł ock, por con- selho e recomendação dos confessores, tendo sido convidado, dirigi-me ao solar de certo fidalgo, Tiago Karski, varão distinto, e, após ter resolvido finalmente a questão como Instituto das Escolas Pias, ainda que não sem algum prejuízo da minha parte, com o conhecimento da santa Nunciatura Apostólica, durante a oitava da Natividade da Santíssima Virgem Maria, já vestido de cor branca, ofereci-me como um novo candidato ao eterno ser- viço dessa Mãe. E imediatamente me dirigi ao digníssimo padre [arcebispo] Angelo [Ranucci], núncio em Varsóvia, para mostrar a minha submissão, com o pedido de bênção e para esclarecer os meus anseios. [...] 9. Permaneci com aquele senhor fidalgo Karski cerca de dois anos, bus- cando meios para dar início à Sociedade da Imaculada Conceição, que o Espírito Divino havia moldado em minha mente. DOUTRINA DA IGREJA Da Catequese de João Paulo II sobre a vida consagrada, do dia 22 de março de 1995 Na Constituição dogmática sobre a Igreja, o Concílio Vaticano II afir- ma que a vida consagrada, em suas variadas formas, revela “a potência in- finita com que Espírito Santo maravilhosamente atua na Igreja” ( Lumen Gentium , 44). Igualmente o Decreto conciliar sobre a conveniente reno- vação da vida religiosa enfatiza que “a inspiração do Espírito Santo” deu início tanto à vida eremítica como à instituição “das famílias religiosas, que a Igreja de boa vontade acolheu e aprovou com a sua autoridade” (cf. Per- fectae Caritatis , 1). A espiritualidade do envolvimento religioso, que envolve todos os insti- tutos de vida religiosa, apoia-se de forma visível em Cristo, em Sua Pessoa, em Sua vida virginal e pobre, coroada pelo sacrif ício total de si mesmo pelos irmãos, em perfeita obediência ao Pai. Trata-se, no entanto, de uma espiritualidade no sentido mais pleno dessa palavra, ou seja, de certo dire- cionamento que é obra do Espírito Santo. Porquanto seguir os passos de Cristo na pobreza, castidade e obediência não seria possível sem a inspira-
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