Ad Honorem Immaculatae Conceptionis Mariae
10 Encontramos ali igualmente outros significados e objetivos do Jubileu: O jubileu “é sempre um tempo particular de graça”, “um dia abençoado pelo Senhor: como tal [...] tem um caráter jubiloso”; “pretende ser uma grande oração de louvor e agradecimento”; “a alegria de cada jubileu é de modo particular uma alegria pela remissão das culpas, a alegria da con- versão” (32). “Tudo deverá apontar para o objetivo prioritário do Jubileu, que é o revigoramento da fé e do testemunho dos cristãos” (42). Confio que a celebração dos 350 anos da fundação da nossa comunidade religiosa contribuirá para a renovação da nossa fé e do nosso vínculo pessoal com o Senhor, que nos chamou; para o aprofundamento da nossa identidade e a consciência do nosso carisma; para darmos o testemunho de quem somos e por que existimos na Igreja; para uma redescoberta de quem são para nós Cristo e Sua Imaculada Mãe, e nossa Padroeira; para o aprofundamento do vínculo com o Santo Pe. Estanislau, nosso Pai Fundador, que, obediente ao Espírito Santo, deu início à nossa comunidade religiosa. Visto que somos uma comunidade apostólica, toda ação nossa deve en- cerrar uma dimensão pastoral. Sobretudo o próprio Jubileu, se for viven- ciado como um tempo especial de graça e for aceito por nós como mais um apelo do Senhor à conversão, através do testemunho de fé tem a possibili- dade de tornar-se evangelização. Em consequência disso, então, o testemu- nho da nossa vocação pode atrair jovens à nossa comunidade. A fidelidade ao Senhor e à Sua graça resulta igualmente na irradiação do nosso carisma e congrega em nossa volta os leigos que querem viver a nossa espirituali- dade. Esse é o principal motivo por que, tanto a Comissão Jubilar como os superiores das províncias e dos vicariatos, reunidos num encontro comum em Roma em setembro do ano corrente, propuseram que a obra jubilar da nossa Congregação seja a introdução, junto às nossas paróquias e reitora- dos, do Movimento da Imaculada Conceição de Maria (ainda no decor- rer do Jubileu ou imediatamente após ele). Esse Movimento, abordado nas nossas mais recentes Constituições como uma associação de leigos própria da Congregação, poderá permitir uma melhor propagação do nosso caris- ma, e ao mesmo tempo vincular mais firmemente ainda os leigos à nossa comunidade. Evidentemente, isso não impede que cada província institua também outras obras jubilares: evangelizadoras, educacionais, beneficen- tes etc.
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