Ad Honorem Immaculatae Conceptionis Mariae

88 região, definiram nitidamente o seu procedimento subsequente, com uma clara alusão às palavras de Cristo: “Talvez se possa, em tal ocasião, deixar as pessoas? Não, onde estão as ovelhas, devem também estar os pastores”. Permanecendo até o fim com as pessoas, de acordo com a doutrina de Cristo, os mártires marianos demonstraram a sua profunda união espiritual com o Senhor, que em Seu sacrif ício pascal entregou a vida pela salvação da humanidade. Um dos principais frutos da Páscoa sempre é a união. A saída pascal do povo escolhido do Egito e as seguintes comemorações anuais desse acontecimento contribuíram tanto para a união das pessoas no âmbito das suas famílias como da nação inteira. E a Páscoa de Cristo trouxe a fraternidade universal, visto que Ele, pela Sua morte e ressurreição, derrubou o muro que é o pecado que separa o ser humano de Deus e dos seus irmãos. Passando pela vida dos nossos mártires, Cristo infundiu também neles o espírito da união mútua e da fraternidade. O seminarista mariano Henrique Tomaszewski recorda a sua viagem de Druia a Drysa, situada a cerca de 30 quilômetros de Rosica, para avisar que já havia partido para ali, de Druia, uma expedição punitiva, e a situação era muito perigosa. Ao que o Pe. Antônio, com um sorriso e um leve nervosismo, disse: “Tenho que voltar. Ali estão as pessoas. Além disso, eu deixei na igreja o Santíssimo Sacramento. Não posso permitir que seja por eles profanado. Lá também ficou o Pe. Jorge. Como posso deixá-lo sozinho numa situação tão perigosa?” A passagem pascal de Cristo pela vida dos beatos marianos uniu-os igualmente com a população de Rosica, reunida na igreja paroquial e condenada ao extermínio. Diferentemente dos moradores da cidadezinha, os padres tinham o direito de livremente entrar na igreja e dela sair, bem como, a qualquer momento, podiam sem obstáculos afastarse de Rosica. Eles, no entanto, permaneceram até o fim, para exercer o seu ministério sacerdotal: celebravam Missas, distribuíam a Comunhão, confessavam, batizavam as crianças e os adultos, consolavam aqueles que caíam em desespero, traziam pão para as crianças. No final caminharam juntamente com as pessoas e por Deus para a morte. O toque pascal do Salvador infundiu nos padres Antônio e Jorge o e espírito da fraternidade universal. Comprova isso o fato de que os

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