Ad Honorem Immaculatae Conceptionis Mariae

67 referindo-se à terra que deixaram, teriam oportunidade de voltar para lá. Mas agora, eles desejam uma pátria melhor, isto é, a pátria celeste. Por isto, Deus não se envergonha deles, pois até preparou uma cidade para eles. Pela fé, Abraão, posto à prova, ofereceu Isaac em sacrif ício; ele, o depositário da promessa, sacrificava o seu filho único, do qual havia sido dito: “É em Isaac que terá começo a tua descendência”. Ele estava convencido de que Deus tem poder até de ressuscitar os mortos, e assim recuperou o filho – o que era uma prefiguração [da morte e da ressurreição de Cristo]. Da Carta aos Romanos 1,16-17;4,18-25 Eu não me envergonho do evangelho, pois ele é a força salvadora de Deus para todo aquele que crê, primeiro para o judeu, mas também para o grego. Nele se revela a justiça de Deus, que vem pela fé e conduz à fé, como está escrito: “O justo viverá pela fé”. Esperando contra toda esperança, ele formou-se na fé e, assim, tornou-se pai de muitos povos, conforme lhe fora dito: “Assim será tua posteridade”. Não fraquejou na fé, à vista do seu f ísico desvigorado por sua idade, quase centenária, ou considerando o útero de Sara já incapaz de conceber. Diante da promessa divina, não vacilou por falta de fé, porém, revigorando-se na fé, deu glória a Deus: estava plenamente convencido de que Deus tem poder para cumprir o que prometeu. Esta sua disposição foi levada em conta como justiça para ele. Afirmando que “foi levada em conta para ele”, a Escritura visa não só a Abraão, mas também a nós: a fé será levada em conta como justiça para nós que cremos naquele que ressuscitou dos mortos a Jesus, nosso Senhor, entregue por causa de nossos pecados e ressuscitado para nossa justificação.

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