55 as obrigações episcopais, que no dif ícil processo da recuperação da independência da Polônia tinham que defrontar-se com a renhida luta travada entre as facções políticas da época e com a aversão entre os poloneses, lituanos e bielorrussos, estimulada pelas forças contrárias a uma harmoniosa convivência de coletividades e nações que poderia ressuscitar uma Pátria livre. Lembramo-nos de que o Pe. Jorge, especialmente como bispo de Vilnius, para uns era demasiadamente polonês, para outros demasiadamente bielorrusso, e em outras ocasiões era ainda acusado de se posicionar com demasiada firmeza ao lado dos lituanos. Talvez tenha sido isso que abriu em seu coração o caminho de ser apenas um servo da Igreja, onde a referência comum na edificação das relações humanas é a fraternidade alcançada por força do santo batismo, bem como a perspectiva da eternidade, que se abre diante de todo ser humano que leva a vida de acordo com a Lei de Deus, o que se atinge através da ascese, isto é, de uma séria busca da santidade. Como pastor da Igreja, compreendia a essência do seu ministério, que tinha por objetivo a edificação da unidade. Com toda a probabilidade ele entendia que nas bases desse processo deve realizar-se um sólido trabalho intelectual e espiritual. Não lhe são estranhas as salas da universidade, não foge das pessoas cultas, significativas, que apresentavam um alto nível de formação espiritual e que possuíam um traço idealístico. Vemos em volta do Pe. Jorge figuras como a do Pe. Buczys, nas quais ele enxergava figuras de que Deus se utilizaria para a renovação da Ordem. Era em torno dessas personalidades que tecia a visão do ressurgimento da missão carismática da Congregação fundada pelo Pe. Estanislau Papczyński. Ainda que a compreensão da essência do carisma fundador tivesse passado na experiência do Pe. Jorge e certamente dos seus mais novos e próximos coirmãos por uma peculiar evolução, não se lhe pode negar o entusiasmo na busca do seu aprofundamento, e especialmente é preciso perceber o momento da obediência à Igreja, que com as decisões da Sé Apostólica purificava os seus planos renovadores, ao mesmo tempo preservando e fortalecendo o sadio cerne da visão carismática da Ordem deixada pelo Pe. Estanislau Papczyński, na qual, segundo a amadurecida fórmula das nossas atuais Constituições: “O Mistério da Imaculada Conceição da Santíssima Virgem Maria é a essência do carisma da Congregação e, desde o início da sua existência, o sinal espe-
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