50 é como que o Seu vestígio, como se expressou Tertuliano: ornamentum majestatis eius – “ornamento da Sua majestade”. Paradoxalmente, até nas pessoas pecadoras reflete-se a Sua Glória, pela bondade, paciência e justiça. E aqui é importante lembrar-nos de que, sendo imagem de Deus, possuindo o livre-arbítrio e a razão, podemos descobrir os vestígios de Deus no mundo visível, como que entregando à Sua disposição o conhecimento e a liberdade: “Eu sou o Senhor, esse é o meu nome; a outro não darei a minha glória, nem cedo aos ídolos o louvor que me pertence” (Is 42,8). O amor e o conhecimento de Deus são uma fonte de felicidade para nós. A felicidade do céu, em sua essência, é o perfeito conhecimento e o amor de Deus. No entanto na vida temporal a humildade deve reconhecer que esse conhecimento e amor de Deus é extremamente imperfeito, e por isso imperfeita é a nossa felicidade aqui. Deus, ao buscar em tudo a Sua glória, busca também a nossa felicidade. Interpretando a Divina Providência do ponto de vista do seu significado prático para a nossa vida, seria preciso dizer que a fé nela preserva as pessoas, por um lado, da dormência espiritual e, por outro lado, da supervalorização da própria ação, inteligência, aptidão, esperteza, engenhosidade prática. A fé na Divina Providência permite a nós seres humanos preservar a apropriada medida das coisas e com isso protege a nossa humanidade do orgulho, que é no fundo a rejeição de Deus, especialmente no caso de acontecimentos desconfortáveis, que não atendem aos nossos propósitos, de projetos que fogem ao nosso controle. Parece que a fuga das pessoas de hoje, com frequência de nós mesmos – religiosos, dos problemas reais para a ação, os devaneios ou a diversão constitui um sinal inquietante da perda da fé na Divina Providência. Mais uma vez – a Divina Providência protege a nossa busca da ação diante do marasmo e da supervalorização da nossa própria força. É uma garantia de equilíbrio e de harmonia. Quem crê na Providência busca em tudo a vontade de Deus e se esforça por cumpri-la. Assim, pois, o caminho de fé com o Cristo Pascal nos conduz à esperança de que as dificuldades do tempo presente não têm a palavra final. Deus, de forma providencial, guia o destino de cada um de nós – de toda a Congregação. Além disso, contemplando a figura do Pe. Sękowski aprendemos que no coração de todo mariano vive toda a
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