Ad Honorem Immaculatae Conceptionis Mariae

47 Reflexão Os marianos conseguiram familiarizar-se com o fato histórico da vida do Pe. Vicente Sękowski como o último superior geral dos chamados “marianos brancos”, que, vendo o término da sua própria vida, prepara dois caixões – um para si mesmo e o outro para a Congregação. Na reflexão sobre a fragilidade da vida, por anos o Pe. Sękowski defrontouse com o processo da extinção da Ordem como comunidade, primeiramente pelo inevitável envelhecimento dos seus membros, a seguir pela falta f ísica de candidatos, e ainda pelo desaparecimento natural da comunidade de oração, do testemunho comunitário da experiência espiritual, do discernimento baseado na fé partilhada com os coirmãos e da ação, que pudesse avivar o dever evangelizador e missionário de anunciar que Deus existe, que ama e que é bom. Por isso não é de admirar que em tais circunstâncias o caminho espiritual trilhado por um dos nossos eminentes superiores gerais se tivesse tornado nitidamente uma contemplação de Cristo ingressando em Jerusalém, onde se acumulariam a rejeição, a traição, o sofrimento, a morte e, da perspectiva dos discípulos da época – a incerteza da ressurreição, que então ainda lhes era desconhecida. Da mesma forma para o Pe. Sękowski – não era conhecido o futuro, embora a informação transmitida por gerações de marianos sobre os mencionados dois caixões – para ele mesmo e para a Congregação – mande supor que o então Pai da Ordem contava seriamente com a possibilidade da morte da obra que a Divina Providência havia iniciado através do nosso Pai Santo Estanislau Papczyński. E justamente o fato da Divina Providência me parece neste ponto importante para compreender o caminho pascal da fé do Pe. Sękowski. Apresentando, então, à reflexão a sua experiência espiritual, quero propor aos Irmãos a Providência Divina, sem a qual não temos condições de empreender a dimensão pascal do nosso dia a dia, do relacionamento comum, das obras que realizamos, bem como de muitos outros acontecimentos pessoais e comunitários. Dessa perspectiva, tentemos olhar para a verdade da Divina Providência, primeiramente à luz da razão iluminada pela fé e, a seguir, para

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