33 esse fato tivera o noviço José Wyszyński. O jovem peregrino, impressionado com essa história, declarou: “Então eu quero consertar o que meu irmão estragou; peço a Vossa Reverendíssima que me imponha o hábito”2, e no dia 18 de novembro de 1723, na igreja de S. Estanislau bispo e mártir, recebeu o traje mariano e o nome religioso Casimiro de S. José. Anos mais tarde, o próprio Pe. Wyszyński comparava o seu encontro com o mariano em Roma com a história de S. Paulo, que foi detido no seu caminho a Damasco pelo encontro e pela experiência pessoal de Cristo Ressuscitado, o que transformou inteiramente a sua vida. Analogamente a esse acontecimento, numa carta a seu irmão escrevia: “Eu, como um segundo Saulo, permaneço nessa Congregação que foi atacada pelos nossos, a saber, pelo nosso irmão José, enquanto Nossa Senhora não disse: ‘Francisco [trata-se do segundo nome de batismo do Pe. Casimiro – J. R.], por que me persegues?’ Não ousando resistir ao aguilhão, tive de aceitar o hábito em Roma”3. O Pe. Casimiro insinua que no seu caminho de piedade e de fé foi detido pela Mãe de Deus, que se identificava com a ordem fundada em Sua honra. Esse acontecimento fez com que ele descobrisse a sua vocação, e o objetivo da sua peregrinação seguinte não foi outro senão a Pessoa de Jesus Cristo, a quem desejou imitar a exemplo de Maria. Esse acontecimento fez com que ele se tornasse um homem novo e ingressasse numa nova realidade em sua peregrinação de fé. Por um lado, a sua decisão sobre o ingresso na ordem dos marianos parece ser espontânea, pouco analisada, como se fosse uma tentativa de expiar e consertar os erros cometidos por seu irmão José enquanto se encontrava na ordem. Por outro lado, olhando para a sua vida na ordem, para o seu engajamento e a sua intransigência no que diz respeito à observância religiosa, o seu amor a Deus, à Mãe Santíssima e ao Padre Fundador, pode-se constatar que a sua decisão de ser um religioso foi profundamente analisada e desejada, e que o fato de não ter chegado ao túmulo de S. Tiago, de ter voltado a Roma, e o encontro “casual” com 2 Testemunho de Miguel Wyszyński sobre o irmão. Ibidem, p. 23. 3 K. Wyszyński, Diariusz czynności w Rzymie i w Portugalii. In: Stróż duchowego dziedzictwa marianów. Wybor pism o. Kazimierza Wyszyńskiego, trad. e red. Z. Proczek, Warszawa -Stockbridge, 2004, p. 322.
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